quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meu Fim...

Sei… agora…
Que me perdi ao encontrar-te
No instante em que os meus olhos,
Cegos,
Ébrios
Beberam sofregamente a luz dos teus.
Foi nesse instante fatídico
Que me fiz refém dessa imagem
Como quem parte descalça
Sem malas,
para uma longa viagem,
De incógnito retorno…!
Sei… agora…
Que omiti propositadamente o caminho
Por onde principiaram os meus passos
De borboleta encandeada pela noite.
E agora, é tarde… é tarde…
Porque os meus passos são errantes!
A minha vontade,ultrajante!
Ah… sei agora…
Da dulcíssima e fútil ideia
Do teu abraço ameno,
entrelaçado a mim.
Do meu corpo nu, quente,
colado,
A ti...
Como se eu fosse o inicio,
E tu…
Predestino
DO MEU FIM...
(Vóny Ferreira)

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